{"id":11661,"date":"2019-05-06T11:59:42","date_gmt":"2019-05-06T14:59:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=11661"},"modified":"2019-05-06T11:59:42","modified_gmt":"2019-05-06T14:59:42","slug":"em-momentos-de-recursos-escassos-para-onde-caminha-a-infraestrutura-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/?p=11661","title":{"rendered":"Em momentos de recursos escassos, para onde caminha a infraestrutura brasileira?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000080;\"><em>Por Severian Rocha<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Maio, 2019<\/span> &#8211; Muito se fala no Brasil como deve se organizar e aplicar um novo modelo de execu\u00e7\u00e3o das obras p\u00fablicas. O setor p\u00fablico ser\u00e1 o condutor do desenvolvimento ou o setor privado? O financiamento ser\u00e1 atrav\u00e9s de privatiza\u00e7\u00f5es e Parcerias P\u00fablico Privadas (PPP\u00b4s), e a qualidade dos projetos como avaliar e monitorar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na busca por respostas e solu\u00e7\u00f5es que possam nortear o futuro da infraestrutura no pa\u00eds, o Jornal da Constru\u00e7\u00e3o Civil entrevistou o Professor Marcos Monteiro, do curso \u00a0de Engenharia Civil do Instituto Mau\u00e1 de Tecnologia(SP). Confiram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>JCC <\/strong><strong>&#8211; <\/strong>Professor Marcos, os servi\u00e7os de engenharia no Brasil s\u00e3o excelentes. Temos expertise com reconhecimento internacional. Entretanto, desabamentos de pontes, viadutos, enchentes e quedas de encostas\/barreiras ainda aterrorizam os cidad\u00e3os brasileiros. Por que ainda ocorre? \u00c9\u00a0falta fiscaliza\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o ou recursos?\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Marcos<\/strong> &#8211; Nas obras de Engenharia, as causas de acidentes podem dividir de 3 fatores:<\/span><br \/>\n<strong><span style=\"color: #993300;\">i. Projetos (ou a falta deles)<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #993300;\">ii. Execu\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #993300;\">iii. Manuten\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_11662\" aria-describedby=\"caption-attachment-11662\" style=\"width: 228px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-11662\" src=\"https:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Prof.-Marcos-Monteiro_Instituto-Mau\u00e1-de-Tecnologia-228x300.jpg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Prof.-Marcos-Monteiro_Instituto-Mau\u00e1-de-Tecnologia-228x300.jpg 228w, https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Prof.-Marcos-Monteiro_Instituto-Mau\u00e1-de-Tecnologia.jpg 393w\" sizes=\"auto, (max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11662\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #008080;\">Prof. Marcos Monteiro &#8211; Instituto Mau\u00e1 de Tecnologia(SP).<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #993300;\">Marcos<\/span><\/strong>\u00a0&#8211; Com rela\u00e7\u00e3o aos projetos, n\u00e3o temos uma cultura de valoriza\u00e7\u00e3o dessa atividade. O desenvolvimento de projetos e, em especial os de arquitetura, estruturas, funda\u00e7\u00f5es e instala\u00e7\u00f5es, garantem que as obras foram concebidas conforme as prescri\u00e7\u00f5es das Normas T\u00e9cnicas, conferindo estabilidade,\u00a0funcionalidade,\u00a0durabilidade, funcionamento adequado dos sistemas hidr\u00e1ulicos e el\u00e9tricos, entre outros fatores essenciais para um desempenho adequado. Al\u00e9m disso, a exist\u00eancia dessa documenta\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para an\u00e1lises posteriores, no caso de interven\u00e7\u00f5es ou avalia\u00e7\u00f5es. Nas obras de menor porte (p.ex. resid\u00eancias), raramente, esses projetos s\u00e3o desenvolvidos, ficando as decis\u00f5es por conta de um &#8220;construtor&#8221;. Ainda em obras de maior porte, muitas vezes, os contratantes n\u00e3o d\u00e3o a devida aten\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento dos projetos, contratando servi\u00e7os deficientes ou incompletos que podem trazer dificuldades e retrabalhos na execu\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o substancial do resultado financeiro do empreendimento.<br \/>\nOs processos executivos tamb\u00e9m s\u00e3o regidos pelas Normas T\u00e9cnicas. A utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas n\u00e3o adequadas de execu\u00e7\u00e3o ou a utiliza\u00e7\u00e3o de materiais que n\u00e3o cumprem os requisitos necess\u00e1rios podem trazer s\u00e9rios problemas para as constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No caso das obras p\u00fablicas, em geral, o grande problema fica por conta da manuten\u00e7\u00e3o. Nessas obras s\u00e3o elaborados projetos, existe uma fiscaliza\u00e7\u00e3o que acompanha sua execu\u00e7\u00e3o, mas, depois de entregues, n\u00e3o s\u00e3o empenhadas verbas para a realiza\u00e7\u00e3o de inspe\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas e, se necess\u00e1rio, manuten\u00e7\u00f5es. Toda obra civil possui elementos construtivos com prazos de validade (aparelhos de apoio, juntas, impermeabiliza\u00e7\u00e3o, etc). A falta de manuten\u00e7\u00e3o desses elementos ir\u00e1 prejudicar o funcionamento da estrutura, permitindo o surgimento de problemas que, com sua progress\u00e3o, pode levar a estrutura \u00e0 ru\u00edna.<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>JCC<\/strong><strong>&#8211; <\/strong>H\u00e1 uma confus\u00e3o da demanda &#8211; entrega da obra r\u00e1pida com a parte executiva? Digo o Projeto da Obra visa atender rapidamente uma demanda eleitoral? O pol\u00edtico pede pressa na entrega da obra?\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Marcos<\/strong> <\/span>&#8211; Sim. Como em qualquer profiss\u00e3o, os profissionais da engenharia civil sofrem a press\u00e3o de controle de custos, cronogramas a serem cumpridos e atendimento de demandas diversas. Isso acontece n\u00e3o s\u00f3 em obras p\u00fablicas, mas tamb\u00e9m em obras privadas. Mas, \u00e9 importante que se lembre que toda obra tem um respons\u00e1vel t\u00e9cnico. Portanto, no caso de um acidente, esse profissional, e n\u00e3o a pessoa jur\u00eddica que est\u00e1 executando a obra ter\u00e1 que responder pelo mesmo, civil e criminalmente.\u00a0Ent\u00e3o, cabe a esse profissional zelar por todas as decis\u00f5es que ser\u00e3o tomadas e assumir a responsabilidade pelas mesmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, \u00e9 importante que os respons\u00e1veis t\u00e9cnicos dos empreendimentos tomem consci\u00eancia da responsabilidade quando assumem essa fun\u00e7\u00e3o, fazendo com que os crit\u00e9rios t\u00e9cnicos se sobreponham \u00e0s press\u00f5es de prazos e custos, para o bem da empresa, dos clientes, da sociedade e, principalmente, para o seu bem.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>JCC <\/strong><strong>&#8211; <\/strong>Se tiver uma rela\u00e7\u00e3o na pergunta acima, como os projetistas podem se defender?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #993300;\">Marcos<\/span> &#8211; <\/strong>As responsabilidades dos projetistas s\u00e3o equivalentes aos respons\u00e1veis t\u00e9cnicos das obras. No caso de acidentes, e com o avan\u00e7o das apura\u00e7\u00f5es, os projetistas s\u00e3o envolvidos no processo, dentro de sua \u00e1rea espec\u00edfica e, se detectado que o problema teve origem no projeto, ele que ser\u00e1 responsabilizado. Ent\u00e3o, os projetistas devem se blindar de press\u00f5es dos contratantes, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 n\u00e3o obedi\u00eancia das normas t\u00e9cnicas para redu\u00e7\u00e3o de custos, especifica\u00e7\u00f5es inadequadas, etc.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>JCC &#8211; <\/strong>Professor vou citar tr\u00eas casos de acidentes no Rio, a ciclovia TIM MAIA, j\u00e1 desabou v\u00e1rias vezes &#8211; com mortes de pessoas, inclusive no temporal(10\/04), caiu novamente. Muitos dizem que era obra para &#8220;Turista&#8221;, ou seja, sem nenhum controle t\u00e9cnico. Em Minas Gerais, os acidentes provocados pela Mineradora Vale, nas cidades de Mariana (19 mortes) e Brumadinho (+ 300 mortes), de acordo com os laudos t\u00e9cnicos do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, foi uma op\u00e7\u00e3o da empresa de n\u00e3o investir em seguran\u00e7a. E por \u00faltimo, o caso do desabamento da ponte do Complexo Al\u00e7a Vi\u00e1ria, que liga regi\u00f5es do Estado do Par\u00e1 que foi atingida por uma Balsa. Nestes tr\u00eas casos, a culpa \u00e9 de quem?<strong>\u00a0<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #666699;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_11663\" aria-describedby=\"caption-attachment-11663\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11663 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/PONTE-AL\u00c7A-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/PONTE-AL\u00c7A-300x169.jpg 300w, https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/PONTE-AL\u00c7A-768x432.jpg 768w, https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/PONTE-AL\u00c7A.jpg 888w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11663\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #0000ff;\">Desabamento de parte da Ponte Al\u00e7a Vi\u00e1ria &#8211; Bel\u00e9m(PA). Cr\u00e9dito: Mauro \u00c2ngelo -m.diarioonline.com.br\/<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Marcos <\/strong><\/span>&#8211; Temos que ter muito cuidado ao avaliar as causas de acidentes e, principalmente, em criminalizar os envolvidos. Comentamos as principais causas dos acidentes de engenharia e, \u00e9 evidente, que seria melhor que eles n\u00e3o ocorressem. Por\u00e9m, quando ocorrem, passados os momentos iniciais onde a prioridade sempre deve ser o socorro \u00e0s v\u00edtimas, o apoio \u00e0s fam\u00edlias e a observ\u00e2ncia de riscos adicionais no entorno, deve-se promover uma investiga\u00e7\u00e3o cuidadosa que, em primeiro lugar, determine as causas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um acidente de engenharia, em geral, n\u00e3o \u00e9 causado por um \u00fanico, mas, por v\u00e1rios fatores combinados. Muitas vezes, essa determina\u00e7\u00e3o \u00e9 complexa e, por isso, esses processos s\u00e3o demorados. Havendo causas determinadas, h\u00e1 a atribui\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis. Nesse momento, deve-se discutir o m\u00e9rito do erro. Houve neglig\u00eancia ou m\u00e1 f\u00e9? Ou o erro foi gerado por desconhecimento, imprud\u00eancia, onde n\u00e3o se tinha no\u00e7\u00e3o dos problemas que poderiam ser gerados? Tamb\u00e9m, n\u00e3o se deve esquecer, que a Engenharia n\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia exata. \u00c9 uma ci\u00eancia aplicada, que vai alterando seus crit\u00e9rios com o aprofundamento de pesquisas, estudos, e tamb\u00e9m, dos insucessos. \u00c9 por isso que as entidades s\u00e9rias ligadas ao setor tomam muito cuidado ao analisar os acidentes. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de esp\u00edrito de corpo ou de prote\u00e7\u00e3o dos profissionais, mas sim, o entendimento da complexidade que envolve a apura\u00e7\u00e3o desses acidentes.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>JCC<\/strong><strong> &#8211; <\/strong>O BIM \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o para diminuir os problemas nos Projetos de constru\u00e7\u00e3o no Brasil ou temos outros fatores que podem atrapalhar os projetos? O senhor pode citar?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #993300;\">Marcos<\/span> <\/strong>&#8211; O BIM \u00e9 um conceito que vai permear toda a cadeia da constru\u00e7\u00e3o civil durante os pr\u00f3ximos anos. Ele permitir\u00e1 uma melhor compatibiliza\u00e7\u00e3o dos projetos, especifica\u00e7\u00f5es de materiais, planejamento das constru\u00e7\u00f5es, tomadas de quantitativos, manuten\u00e7\u00e3o p\u00f3s-ocupa\u00e7\u00e3o, fluxo de informa\u00e7\u00f5es, entre outros avan\u00e7os. Mas, a redu\u00e7\u00e3o dos problemas, implica em uma mudan\u00e7a de cultura, que implica na valoriza\u00e7\u00e3o dos projetos, na import\u00e2ncia da obedi\u00eancia \u00e0s prescri\u00e7\u00f5es das normas t\u00e9cnicas, na extin\u00e7\u00e3o de materiais que n\u00e3o obedecem aos requisitos m\u00ednimos de qualidade, na conscientiza\u00e7\u00e3o de que os custos de manuten\u00e7\u00e3o preventiva s\u00e3o muito menores do que os causados pelos acidentes, em especial, quando os mesmos geram a perda de vidas humanas. Ent\u00e3o, \u00e9 a mudan\u00e7a de cultura, e n\u00e3o o BIM, que poder\u00e1 diminuir os problemas nas constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>JCC<\/strong><strong> \u2013 <\/strong>Professor Marcos, hoje o governo federal, al\u00e9m dos governos estaduais e municipais alegam que faltam recursos para tocarem as obras pelo pa\u00eds<strong>. <\/strong>O que realmente se pode fazer para melhorar nossa infraestrutura no geral, tanto no aspecto financeiro, gest\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o? Criar um comit\u00ea de obras p\u00fablicas, um minist\u00e9rio ou uma integra\u00e7\u00e3o nacional?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O setor privado \u00e9 o caminho junto com as PPP\u00b4s? \u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #993300;\"><strong>Marcos<\/strong> <\/span>&#8211; N\u00e3o deveria haver d\u00favida que os governos, em todos os n\u00edveis, t\u00eam s\u00e9rios problemas de caixa. As verbas destinadas a investimentos sofrem contingenciamentos cada vez mais fortes. Os custos de folhas de pagamentos e as verbas carimbadas, al\u00e9m dos custos das d\u00edvidas, consomem todos os recursos. E n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o de curto prazo para essa situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a \u00fanica alternativa passa a ser a privatiza\u00e7\u00e3o ou a concess\u00e3o das obras de infraestrutura que sejam de interesse da iniciativa privada para gerar caixa para a execu\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de obras que n\u00e3o s\u00e3o geradoras de receita ou de cunho social. Fora desse caminho, continuaremos patinando pelos pr\u00f3ximos anos e nossas obras continuar\u00e3o se deteriorando, trazendo risco para a sociedade.<\/p>\n<p>Site:<strong><span style=\"color: #0000ff;\"> https:\/\/maua.br\/<\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Severian Rocha Maio, 2019 &#8211; Muito se fala no Brasil como deve se organizar e aplicar um novo modelo de execu\u00e7\u00e3o das obras p\u00fablicas. O setor p\u00fablico ser\u00e1 o condutor do desenvolvimento ou o setor privado? 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