{"id":17000,"date":"2021-07-26T21:57:03","date_gmt":"2021-07-27T00:57:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=17000"},"modified":"2021-07-26T21:58:44","modified_gmt":"2021-07-27T00:58:44","slug":"construcao-preve-maior-crescimento-para-o-setor-desde-2013-e-diz-que-avanco-poderia-ser-ainda-maior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/?p=17000","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o prev\u00ea maior crescimento para o setor desde 2013 e diz que avan\u00e7o poderia ser ainda maior"},"content":{"rendered":"<p>CBIC<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bras\u00edlia, 26\/07\/2021 \u2013 O setor da constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou 2021 com expectativa de crescer 4% no ano. Com os desafios decorrentes da pandemia e a continuidades dos aumentos nos custos dos materiais, esse n\u00famero foi reduzido para 2,5% em mar\u00e7o. Agora, apesar da capacidade de produ\u00e7\u00e3o limitada, principalmente em fun\u00e7\u00e3o do desabastecimento e do aumento do pre\u00e7o do a\u00e7o, a expectativa da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC) para o PIB do setor voltou a subir para 4%, o que seria seu maior crescimento desde 2013.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es fazem parte do estudo Desempenho Econ\u00f4mico da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o do 2\u00ba trimestre de 2021, realizado pela CBIC e apresentado durante evento online nesta segunda-feira (26).<\/p>\n<p>Em junho, o n\u00edvel de atividade do setor atingiu 51 pontos. Foi o melhor desempenho desde setembro do ano passado (51,2 pontos) e tamb\u00e9m o melhor m\u00eas de junho desde 2011, quando o indicador alcan\u00e7ou 51,7 pontos. O resultado alcan\u00e7ado em junho de 2021 tamb\u00e9m foi o melhor observado no primeiro semestre do ano e \u00e9 superior \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica do \u00edndice (45,6 pontos). Os n\u00fameros s\u00e3o da Sondagem Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o, realizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) com o apoio da CBIC.<\/p>\n<p>Para o presidente da CBIC, Jos\u00e9 Carlos Martins, apesar dos resultados positivos, a constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 crescendo bem abaixo de sua capacidade. \u201cA constru\u00e7\u00e3o \u00e9 como uma Ferrari com freio de m\u00e3o puxado. Poderia ser um ano hist\u00f3rico em termos de crescimento e contrata\u00e7\u00e3o de trabalhadores. Mas alguns fatores, como o aumento dos insumos, criaram temor nos empres\u00e1rios e acabou que n\u00e3o estamos com a atividade que poder\u00edamos estar\u201d, afirmou Martins.<\/p>\n<p><b>Escassez e aumentos<\/b><\/p>\n<p>A falta ou o alto custo de mat\u00e9ria-prima continua sendo o principal problema enfrentado pelos empres\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o pelo quarto trimestre consecutivo, alcan\u00e7ando 55,5% dos pesquisados na Sondagem. Desde o 3\u00ba trimestre de 2020, o setor vem sentindo os efeitos do aumento expressivo nos custos dos seus insumos.<\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Custo da Constru\u00e7\u00e3o (INCC), calculado e divulgado pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), acumulou, nos \u00faltimos 12 meses encerrados em junho, alta de 17,36%. Esse resultado \u00e9 justificado pelo incremento expressivo no custo com materiais e equipamentos, que no mesmo per\u00edodo registrou alta de 34,09%. Trata-se de um recorde hist\u00f3rico para o per\u00edodo desde que a s\u00e9rie come\u00e7ou a ser divulgada pela FGV, em 1996.<\/p>\n<p>A elevada carga tribut\u00e1ria foi apontada pelos empres\u00e1rios como o segundo principal problema enfrentado no 2\u00ba trimestre de 2021. Na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre passado, esse foi o item com maior crescimento nas assinala\u00e7\u00f5es, passando de 24,7% para 31,5%.<\/p>\n<p><b>Expectativas e proje\u00e7\u00f5es\u00a0<\/b><\/p>\n<p>De acordo com a Sondagem Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o, as expectativas dos empres\u00e1rios do setor permanecem positivas em julho, apesar de menos intensas do que em junho.<\/p>\n<p>Considerando a melhora nas atividades no final do 2\u00ba trimestre e a manuten\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de atividade atual, a expectativa \u00e9 que o PIB do setor poder\u00e1 registrar alta de 4% em 2021. Caso confirmado, esse ser\u00e1 o melhor desempenho da constru\u00e7\u00e3o desde 2013, quando o crescimento foi de 4,5%.<\/p>\n<p>O incremento do financiamento imobili\u00e1rio, as taxas de juros ainda em baixo patamar, a melhora do ambiente econ\u00f4mico, a demanda consistente, mesmo diante da pandemia, e a continuidade de pequenas obras e reformas s\u00e3o algumas das raz\u00f5es que ajudam a justificar a proje\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p>Segundo a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos, essa melhora n\u00e3o significaria um forte crescimento. \u201c\u00c9 preciso considerar que de 2014 at\u00e9 2020 o setor acumulou uma queda de 33,34%. E mesmo com o crescimento de 4% em 2021, a retra\u00e7\u00e3o desse per\u00edodo continuar\u00e1 superior a 30%, o que \u00e9 bastante expressivo. A constru\u00e7\u00e3o precisar\u00e1 continuar a crescer mais alguns anos nessa intensidade para que a recupera\u00e7\u00e3o total aconte\u00e7a\u201d, disse.<\/p>\n<p><b>Atividade<\/b><\/p>\n<p>A m\u00e9dia do \u00cdndice do N\u00edvel de Atividade para o setor, no 2\u00ba trimestre de 2021, foi a melhor, para o per\u00edodo, desde 2012. A demanda consistente por im\u00f3vel, as baixas taxas de juros, o incremento do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, o novo significado da casa pr\u00f3pria para as fam\u00edlias e a melhora nas expectativas para a economia s\u00e3o alguns dos fatores que ajudam a explicar esse resultado.<\/p>\n<p>Desagregando o indicador do N\u00edvel de Atividade da Constru\u00e7\u00e3o por segmento, observa-se que o maior ritmo est\u00e1 na Constru\u00e7\u00e3o de Edif\u00edcios, enquanto as Obras de Infraestrutura e os Servi\u00e7os Especializados, apesar do incremento observado nos \u00faltimos meses, ainda est\u00e3o em patamares de queda.<\/p>\n<p>A Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Operacional (UCO) das empresas de constru\u00e7\u00e3o cresceu um ponto percentual em junho, em rela\u00e7\u00e3o a maio, e atingiu o seu maior patamar (64%) desde novembro de 2014 (66%). O resultado tamb\u00e9m \u00e9 superior \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica do indicador (62%).<\/p>\n<p>Marcelo Souza Azevedo, gerente de an\u00e1lise econ\u00f4mica da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), diz que a combina\u00e7\u00e3o de percep\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o melhor e a expectativa progressiva de melhoria \u00e9 o que reflete na confian\u00e7a do empres\u00e1rio. \u201cO aumento dos materiais \u00e9 um entrave n\u00e3o s\u00f3 da constru\u00e7\u00e3o civil, mas de toda ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m vem sendo afetada. Antes, o principal problema relatado pelos empres\u00e1rios era o percentual de carga tribut\u00e1ria e agora \u00e9 a quest\u00e3o do aumento dos insumos. Essa situa\u00e7\u00e3o segura um pouco as expectativas, mas ainda h\u00e1 confian\u00e7a apesar da acomoda\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses\u201d, explicou Azevedo.<\/p>\n<p><b>Emprego\u00a0<\/b><\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o finalizou o m\u00eas de maio com 2,430 milh\u00f5es de trabalhadores com carteira assinada, de acordo com dados do Minist\u00e9rio da Economia. Em maio de 2020, esse n\u00famero correspondia a 2,113 milh\u00f5es. Assim, o incremento no estoque de trabalhadores no setor em um ano foi de 15,01%.<\/p>\n<p>Nos primeiros cinco meses de 2021, a constru\u00e7\u00e3o gerou 156.693 novos postos de trabalho com carteira assinada. Usando como refer\u00eancia os resultados do Caged e do Novo Caged, observa-se que este foi o melhor resultado, para o per\u00edodo, desde 2012. A expectativa \u00e9 que o setor gere 350 mil novos empregos em 2021.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da CBIC, sem os entraves que impedem um crescimento mais acentuado a constru\u00e7\u00e3o poderia gerar 600 mil novos postos de trabalho este ano. \u201cO n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada comprova essa expectativa de ascens\u00e3o, pois m\u00e3o de obra n\u00e3o se estoca. Se dividir o saldo positivo de 317 mil novas vagas que tivemos em 12 meses pelo n\u00famero de dias \u00fateis, 1.250 novos trabalhadores foram contratados por dia. Ou seja, s\u00e3o 1.250 fam\u00edlias que passaram a ter seu sustento via constru\u00e7\u00e3o civil. E quando geramos 1.250 empregos por dia, podemos multiplicar por 1,5 de empregos indiretos, o que significa um grande apoio para a economia do Brasil, ajudando na recupera\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em um momento t\u00e3o dif\u00edcil como esse de pandemia\u201d, destacou Martins.<\/p>\n<p>Fonte: CBIC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CBIC Bras\u00edlia, 26\/07\/2021 \u2013 O setor da constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou 2021 com expectativa de crescer 4% no ano. Com os desafios decorrentes da pandemia e a continuidades dos aumentos nos custos dos materiais, esse n\u00famero foi reduzido para 2,5% em mar\u00e7o. 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