{"id":2250,"date":"2016-06-22T16:57:40","date_gmt":"2016-06-22T16:57:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=2250"},"modified":"2016-06-22T16:57:40","modified_gmt":"2016-06-22T16:57:40","slug":"energia-renovavel-e-a-resposta-para-dilema-entre-crescimento-e-emissoes-de-co2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/?p=2250","title":{"rendered":"Energia renov\u00e1vel \u00e9 a resposta para dilema entre crescimento e emiss\u00f5es de CO2"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000080;\">Por Luiz Eduardo F. do Amaral Osorio<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O setor de energia desempenha um papel crucial para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do planeta neste s\u00e9culo. Em um momento de transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono, o principal desafio ser\u00e1 equilibrar a demanda crescente por energia com o uso racional dos recursos naturais e a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. At\u00e9 2050, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas estima que dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o global, ou 6,3 bilh\u00f5es de pessoas, estar\u00e3o vivendo em centros urbanos. Isso equivale a uma nova cidade com 1,4 milh\u00e3o de habitantes a cada semana nos pr\u00f3ximos 36 anos. Ser\u00e1 preciso uma prepara\u00e7\u00e3o para atender \u00e0 expans\u00e3o econ\u00f4mica liderada pelos pa\u00edses emergentes, cujo padr\u00e3o de consumo \u00e9 inferior ao das na\u00e7\u00f5es desenvolvidas, o que exigir\u00e1 a ado\u00e7\u00e3o de novas solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para as cidades do futuro.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2251\" aria-describedby=\"caption-attachment-2251\" style=\"width: 199px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/CPFL-Luiz-Osorio-200p.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2251 size-medium\" src=\"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/CPFL-Luiz-Osorio-200p-199x300.jpg\" alt=\"CPFL Luiz Osorio 200p\" width=\"199\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2251\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000080;\"> Vice-Presidente Jur\u00eddico e de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da CPFL Energia, Luiz Os\u00f3rio.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Diante desse contexto, tornam-se ainda mais relevantes os investimentos em fontes limpas de energia e em efici\u00eancia energ\u00e9tica. De acordo com relat\u00f3rio da Ag\u00eancia Internacional de Energia Renov\u00e1vel, se a participa\u00e7\u00e3o dessas fontes fosse dobrada para 36% at\u00e9 2030 no mix energ\u00e9tico global, os gastos ambientais evitados poderiam chegar a US$ 4,2 trilh\u00f5es. Para alcan\u00e7ar essa realidade, ser\u00e1 preciso que os pa\u00edses coordenem seus marcos regulat\u00f3rios e estimulem o ingresso dessas fontes alternativas em suas matrizes de energia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No Brasil, onde a m\u00e9dia de consumo de energia el\u00e9trica per capita est\u00e1 em 2,5 mil kWh por ano, bem abaixo dos 8,2 mil kWh por ano das na\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), a matriz el\u00e9trica contrasta com boa parte do mundo. Mais de 80% da gera\u00e7\u00e3o \u00e9 oriunda de fontes limpas, com \u00eanfase para as hidrel\u00e9tricas, enquanto em boa parte do mundo o carv\u00e3o \u00e9 o principal insumo. Um destaque recente no Pa\u00eds tem sido o forte crescimento, apesar de j\u00e1 ter uma matriz limpa, da participa\u00e7\u00e3o das energias renov\u00e1veis alternativas, como a e\u00f3lica, a solar e a biomassa, que j\u00e1 respondem por cerca de 15% da oferta el\u00e9trica interna. Isso sinaliza que, \u00e0 medida que o consumo per capita brasileiro avan\u00e7ar, essa expans\u00e3o da demanda ser\u00e1 atendida por fontes renov\u00e1veis de energia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">De fato, o futuro brasileiro no campo das renov\u00e1veis \u00e9 promissor: em usinas e\u00f3licas, o Pa\u00eds j\u00e1 \u00e9 um dos dez maiores geradores do mundo, com 8,6 mil MW, e det\u00e9m potencial consider\u00e1vel, com mais de 300 mil MW de capacidade podendo ser adicionados nos pr\u00f3ximos anos, volume equivalente a 21 hidrel\u00e9tricas de Itaipu; em solar, a Aneel, o regulador local do setor el\u00e9trico, prev\u00ea que, at\u00e9 2024, quase 5 milh\u00f5es de pessoas produzam sua pr\u00f3pria energia. A fonte, cuja participa\u00e7\u00e3o atual na matriz n\u00e3o chega a 0,1%, poderia responder por 3% em dez anos, sem considerar o imenso potencial para o uso residencial e industrial. At\u00e9 2050, o governo brasileiro estima que a gera\u00e7\u00e3o solar distribu\u00edda possa alcan\u00e7ar at\u00e9 118 mil MW.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O caminho adotado pelo Brasil tem sido o de conciliar a contrata\u00e7\u00e3o de energia por meio de leil\u00f5es com participa\u00e7\u00e3o de agentes privados em que as fontes alternativas t\u00eam importante papel. Exemplo est\u00e1 nas usinas e\u00f3licas. Em 2004, foi criado o Programa de Incentivo \u00e0s Fontes Alternativas de Energia El\u00e9trica (Proinfa). Em 2009, estabeleceu-se um leil\u00e3o anual com foco na contrata\u00e7\u00e3o de usinas e\u00f3licas, para criar demanda firme \u00e0 ind\u00fastria fornecedora. O BNDES, banco de desenvolvimento local, passou a conceder empr\u00e9stimos com juros mais baixos para aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos com \u00edndice de nacionaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o superior a 60%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em 2009, o pre\u00e7o da energia e\u00f3lica, que chegou a custar mais de US$ 57,08\/MWh (US$ 1 = R$ 3,46) no in\u00edcio da d\u00e9cada, despencou para US$ 39,07\/MWh; atualmente, o pre\u00e7o est\u00e1 pr\u00f3ximo ao patamar de algumas hidrel\u00e9tricas. O Brasil contava com um fabricante de aerogeradores em 2004 e hoje conta com cerca de dez, com mais de 100 empresas participantes da cadeia produtiva e\u00f3lica, muitas delas estrangeiras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Dentro deste contexto global, a CPFL Energia aperfei\u00e7oou, em 2009, o seu planejamento estrat\u00e9gico e refor\u00e7ou a sustentabilidade em sua plataforma corporativa, priorizando investimento em fontes renov\u00e1veis, inova\u00e7\u00e3o e uso inteligente dos recursos. Essa estrat\u00e9gia est\u00e1 suportada por investimentos em inova\u00e7\u00e3o e projetos de P&amp;D direcionados \u00e0s tecnologias verdes, como mobilidade el\u00e9trica. Esta \u00e9 a nossa contribui\u00e7\u00e3o para que o Pa\u00eds cumpra as suas metas no Acordo sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica de Paris, quando se comprometeu, at\u00e9 2030, a elevar de 10% para 23% o uso de energias renov\u00e1veis alternativas na sua matriz el\u00e9trica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\">Luiz Eduardo F. do Amaral Osorio, Vice-Presidente Jur\u00eddico e de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da CPFL Energia. \u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Luiz Eduardo F. do Amaral Osorio O setor de energia desempenha um papel crucial para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do planeta neste s\u00e9culo. 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