{"id":22539,"date":"2023-10-16T00:10:05","date_gmt":"2023-10-16T03:10:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=22539"},"modified":"2023-10-16T00:10:05","modified_gmt":"2023-10-16T03:10:05","slug":"mam-sao-paulo-e-museu-afro-brasil-emanoel-araujo-apresentam-a-exposicao-maos-35-anos-da-mao-afro-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/?p=22539","title":{"rendered":"MAM S\u00e3o Paulo e Museu Afro Brasil Emanoel Araujo apresentam a exposi\u00e7\u00e3o &#8216;M\u00e3os: 35 anos da M\u00e3o Afro-Brasileira&#8217;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><i>Exposta nas duas institui\u00e7\u00f5es, a mostra prop\u00f5e uma revis\u00e3o da ic\u00f4nica <span style=\"color: #0000ff;\"><strong>&#8216;A M\u00e3o Afro-Brasileira&#8217;,<\/strong><\/span> realizada no MAM, h\u00e1 35 anos, com curadoria de Emanoel Araujo, no centen\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o. Com curadoria de Claudinei Roberto da Silva, a atual exposi\u00e7\u00e3o traz um recorte da exposi\u00e7\u00e3o de 1988 e uma grande atualiza\u00e7\u00e3o, com artistas populares, acad\u00eamicos, modernos e contempor\u00e2neos<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de 19 de outubro, o\u00a0<strong>Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo<\/strong>\u00a0e o\u00a0<strong>Museu Afro Brasil Emanoel Araujo<\/strong>\u00a0apresentam a exposi\u00e7\u00e3o\u00a0<strong><em>M\u00e3os: 35 anos da M\u00e3o Afro-Brasileira<\/em><\/strong>. Exposta simultaneamente nas duas institui\u00e7\u00f5es, a mostra tem curadoria de\u00a0<strong>Claudinei Roberto da Silva<\/strong>\u00a0&#8211; curador, artista, membro da Comiss\u00e3o de Artes do MAM e curador convidado do MAB Emanoel Araujo &#8211; e re\u00fane pinturas, gravuras, fotografias, esculturas e documentos de mais de 30 artistas afrodescendentes brasileiros, populares, acad\u00eamicos, modernos e\/ou contempor\u00e2neos. A exposi\u00e7\u00e3o celebra e revisita o legado de<strong>\u00a0<em>A M\u00e3o Afro-Brasileira<\/em><\/strong>, mostra realizada no MAM, em 1988 &#8211; ano do centen\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o &#8211; com curadoria de Emanoel Araujo e que marcou a hist\u00f3ria da arte do pa\u00eds. A mostra tem patroc\u00ednio do\u00a0<strong>Instituto Cultural Vale\u00a0<\/strong>por meio da lei de incentivo \u00e0 cultura.<\/p>\n<p>A ideia da exposi\u00e7\u00e3o foi compartilhada com Emanoel Araujo (1940 &#8211; 2022), artista, curador, criador e diretor do Museu Afro Brasil, que se entusiasmou em realizar a parceria institucional, mas n\u00e3o p\u00f4de ver o projeto concretizado. A atual exposi\u00e7\u00e3o \u00e9, tamb\u00e9m, uma homenagem das duas institui\u00e7\u00f5es ao seu legado.<\/p>\n<p>\u201c<em>M\u00e3os: 35 anos da M\u00e3o Afro-Brasileira<\/em>\u00a0no MAM, realizada em parceria com o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, rebatizado em homenagem ao seu fundador, \u00e9 inaugurada 35 anos depois da pioneira vers\u00e3o feita no MAM S\u00e3o Paulo. Mais do que aderir a uma discuss\u00e3o hoje bastante presente nas institui\u00e7\u00f5es, o Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo revisita a sua hist\u00f3ria, revelando o seu\u00a0 pioneirismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da arte afro-brasileira que marca t\u00e3o profundamente a identidade e a cultura nacionais\u201d, comenta\u00a0<strong>Elizabeth Machado<\/strong>, presidente do MAM.<\/p>\n<p>\u201cFoi por meio de uma s\u00e9rie de exposi\u00e7\u00f5es realizadas por Emanoel Araujo que o projeto do Museu Afro Brasil \u2013 nome pelo qual a institui\u00e7\u00e3o ficou conhecida, antes de adotar o nome de seu fundador \u2013 foi adquirindo seus contornos, antes mesmo de existir oficialmente. E pode-se afirmar que se encontra na hist\u00f3rica exposi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>A M\u00e3o Afro-Brasileira<\/em>\u00a0(1988), assim como na publica\u00e7\u00e3o hom\u00f4nima, tamb\u00e9m organizada por Araujo, os genes do Museu por ele criado, tanto do ponto de vista conceitual quanto de constitui\u00e7\u00e3o de seus acervos\u201d, afirma\u00a0<strong>Sandra Salles<\/strong>, diretora executiva do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.<\/p>\n<p>No MAM, a exposi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 exibida na Sala Paulo Figueiredo com obras de Agnaldo Manuel dos Santos, Aline Bispo, Almandrade, Andr\u00e9 Ricardo, Arthur Tim\u00f3theo da Costa, Betto Souza, Claudio Cupertino, Cosme Martins, Denis Moreira, Diogo N\u00f3gue, Edival Ramosa, Edu Silva, Emanoel Araujo, Emaye &#8211; Natalia Marques, Eneida Sanches, Estev\u00e3o Roberto da Silva, Fl\u00e1via Santos, Genilson Soares, Heitor dos Prazeres, Jo\u00e3o Tim\u00f3theo da Costa, Jorge dos Anjos, Jos\u00e9 Ad\u00e1rio dos Santos, Leandro Mendes, Luiz 83, Maria L\u00eddia Magliani, Maurino de Ara\u00fajo, May Agontinm\u00e9, Mestre Didi, N\u00e9ia Martins, Nivaldo Carmo, Ot\u00e1vio Ara\u00fajo, Paulo Nazareth, Peter de Brito, Rebeca Carapi\u00e1, Rommulo Vieira Concei\u00e7\u00e3o, Rosana Paulino, Rubem Valentim, S\u00e9rgio Adriano H, Sidney Amaral, Sonia Gomes, Taygoara Schiavinoto, Wilson Tib\u00e9rio e Y\u00eadamaria.<\/p>\n<p>E no MAB Emanoel Araujo, as obras de Emanoel Araujo, Denis Moreira, May Agontinm\u00e9, Juliana dos Santos, Lidia Lisb\u00f4a e Renata Felinto ser\u00e3o exibidas na Biblioteca Carolina Maria de Jesus, ao lado de documentos referentes \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de 1988 pertencentes ao Arquivo do MAM.<\/p>\n<p>Claudinei Roberto explica que\u00a0<em>M\u00e3os:35 anos da M\u00e3o Afro-Brasileira\u00a0<\/em>rev\u00ea a exposi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de 35 anos atr\u00e1s partindo de produ\u00e7\u00f5es hoje historicizadas e outras realiza\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas que, naturalmente, n\u00e3o estiveram presentes na exibi\u00e7\u00e3o de 1988, mas que, toda forma, d\u00e3o prova do panorama atual da arte afro-brasileira.<\/p>\n<p>\u201cEpistemic\u00eddio \u00e9 o termo criado para assinalar os processos de apagamento e silenciamento da hist\u00f3ria e da cultura de um determinado grupo. Num cen\u00e1rio social historicamente marcado pela profunda desigualdade de ra\u00e7a, classe e g\u00eanero, o epistemic\u00eddio \u00e9 tamb\u00e9m um resultado do racismo estrutural que entre n\u00f3s cria condi\u00e7\u00f5es para que as institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o, arte e cultura negligenciem as produ\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas dos setores sociais fragilizados, consequentemente, permanecem subalternizados. Portanto, a atual emerg\u00eancia e valoriza\u00e7\u00e3o da arte afro-brasileira e afro diasp\u00f3rica, tem seu ritmo tangenciado pelo avan\u00e7o das lutas por direitos civis empreendidas pelas negras e negros do pa\u00eds\u201d, reflete Claudinei em texto que comp\u00f5e o cat\u00e1logo.<\/p>\n<p>Para\u00a0<strong>Cau\u00ea Alves<\/strong>, curador-chefe do MAM, al\u00e9m de sua relev\u00e2ncia art\u00edstica e social,<em>\u00a0M\u00e3os: 35 anos da M\u00e3o Afro-Brasileira<\/em>\u00a0\u00e9 fundamental para a reflex\u00e3o sobre a hist\u00f3ria das exposi\u00e7\u00f5es. \u201cRealizada 35 anos depois de\u00a0<em>A M\u00e3o Afro-Brasileira<\/em>, tamb\u00e9m feita no MAM de S\u00e3o Paulo por Emanoel Araujo, ela atualiza o debate e reabre um campo de possibilidades. \u201cEsta narrativa, que aborda as primeiras exposi\u00e7\u00f5es sobre arte afro-brasileira, tem\u00a0<em>A M\u00e3o Afro-Brasileira<\/em>\u00a0como pe\u00e7a fundamental de proje\u00e7\u00e3o de possibilidades de futuro. A exposi\u00e7\u00e3o valoriza a produ\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica dos que tradicionalmente estiveram relegados \u00e0s margens nas narrativas oficiais das institui\u00e7\u00f5es que dominaram as discuss\u00f5es sobre artes nos \u00faltimos 150 anos\u201d, comenta Cau\u00ea Alves em um ensaio presente no cat\u00e1logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Servi\u00e7o<br \/>\n<\/strong><strong><em>M\u00e3os: 35 anos da M\u00e3o Afro-Brasileira<br \/>\n<\/em><\/strong>Curadoria:\u00a0<strong>Claudinei Roberto da Silva<br \/>\n<\/strong>Abertura:\u00a0<strong>19 de outubro, quinta-feira &#8211; 15h no MAB Emanoel Ara\u00fajo e 19h no MAM S\u00e3o Paulo<br \/>\n<\/strong>Per\u00edodo expositivo:\u00a0<strong>20 de outubro de 2023 a 03 de mar\u00e7o de 202<\/p>\n<p><\/strong><strong>Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo (Sala Paulo Figueiredo)<br \/>\n<\/strong>Endere\u00e7o:\u00a0<strong>Parque Ibirapuera (Av. Pedro \u00c1lvares Cabral, s\/n\u00ba &#8211; acesso pelos port\u00f5es 1 e 3)<br \/>\n<\/strong>Hor\u00e1rios:\u00a0<strong>ter\u00e7a a domingo, das 10h \u00e0s 18h (com a \u00faltima entrada \u00e0s 17h30)<br \/>\n<\/strong>Ingressos:\u00a0<strong>R$30,00 inteira e R$15,00 meia-entrada. Aos domingos, a entrada \u00e9 gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser. Para ingressos antecipados, acesse\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/site.bileto.sympla.com.br\/museudaartemodernadesaopaulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>mam.org.br\/visite<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposta nas duas institui\u00e7\u00f5es, a mostra prop\u00f5e uma revis\u00e3o da ic\u00f4nica &#8216;A M\u00e3o Afro-Brasileira&#8217;, realizada no MAM, h\u00e1 35 anos, com curadoria de Emanoel Araujo, no centen\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o. 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