{"id":6772,"date":"2017-07-03T20:27:54","date_gmt":"2017-07-03T23:27:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=6772"},"modified":"2017-07-03T20:27:54","modified_gmt":"2017-07-03T23:27:54","slug":"pesquisadora-da-fgv-energia-analisa-resultado-divulgado-pela-anp-ainda-somos-dependentes-do-oleo-importado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/?p=6772","title":{"rendered":"Pesquisadora da FGV ENERGIA analisa resultado divulgado pela ANP: \u201cAinda somos dependentes do \u00f3leo importado\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #993300;\">Julho, 2017<\/span> &#8211; Os dados divulgados hoje pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) indicam que as exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo em 2016 totalizaram 798,2bbl\/d, o maior volume exportado at\u00e9 agora pelo Brasil. Como a produ\u00e7\u00e3o nacional aumentou, em 2016, o Brasil reduziu a necessidade de importa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em 44,9%, para uma m\u00e9dia di\u00e1ria de 178,6 mil barris. Para a pesquisadora da FGV ENERGIA, Fernanda Delgado, mesmo com todo o promissor potencial do pr\u00e9-sal e com a dita autossufici\u00eancia nominal, ainda somos dependentes do \u00f3leo importado.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_6773\" aria-describedby=\"caption-attachment-6773\" style=\"width: 325px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/AA-anp_crdito_moody_rvore-de-natal_peq.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6773\" src=\"http:\/\/www.jornaldaconstrucaocivil.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/AA-anp_crdito_moody_rvore-de-natal_peq.jpg\" width=\"325\" height=\"216\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6773\" class=\"wp-caption-text\">Arquivo ANP \/ Cr\u00e9ditos: Eduardo Moody<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #000080;\"><em>\u201cMais da metade da produ\u00e7\u00e3o nacional hoje ainda \u00e9 composta de correntes pesadas, das quais derivam, a partir de um processo de refino convencional, produtos mais pesados como asfaltos, por exemplo. De qualquer forma, se pode extrair gasolina e diesel de \u00f3leo pesados, entretanto, os esquemas de refino necess\u00e1rios para isso s\u00e3o mais caros, e em certa medida, ainda n\u00e3o largamente utilizados em nosso parque\u201d<\/em><\/span>, explica Fernanda Delgado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A pesquisadora da FGV ENERGIA ressalta que atualmente, a capacidade total de refino do pa\u00eds \u00e9 aproximadamente 2,3MMbbl\/d em 17 refinarias existentes. Desse total, adv\u00e9m 45% de diesel, 22% de gasolina, 10% de nafta petroqu\u00edmica, 9% de GLP, 6% de querosene de avia\u00e7\u00e3o e 5% de \u00f3leo combust\u00edvel, sendo menores os percentuais de asfaltos, coque e solventes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #000080;\"><em>\u201cDessa forma, para que se atinja o mix de derivados utilizados no Brasil ainda \u00e9 necess\u00e1rio importar \u00f3leo de correntes leves que, ao se somarem \u00e0s pesadas correntes nacionais, proporcionam um blend espec\u00edfico de \u00f3leos capaz de produzir os derivados de que precisamos. \u00c9 necess\u00e1rio agora, com quase 50% de \u00f3leo leve em nossa produ\u00e7\u00e3o, readequar o parque de refino, moderniz\u00e1-lo de forma a aumentar a capacidade de convers\u00e3o de \u00f3leos leves\u201d<\/em><\/span>, destaca a especialista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>G\u00e1s<\/strong> \u2013 Fernanda Delgado analisa que para o mercado de g\u00e1s as quest\u00f5es s\u00e3o um pouco mais complexas. Segundo ela, o Brasil importa g\u00e1s natural da Bol\u00edvia h\u00e1 17 anos, sendo toda negocia\u00e7\u00e3o feita pela Petrobras, que compra e distribui. Al\u00e9m disso, o pa\u00eds compra GNL de v\u00e1rios pa\u00edses muito em fun\u00e7\u00e3o das intermit\u00eancias do setor el\u00e9trico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #000080;\"><em>\u201cCom a proximidade do vencimento de um dos contratos da Bol\u00edvia, somada \u00e0 entrada de novos agentes no mercado de g\u00e1s brasileiro, o setor come\u00e7a a dar sinais de mudan\u00e7as. Enquanto o aumento da produ\u00e7\u00e3o nacional n\u00e3o ocorre, a iniciativa governamental chamada G\u00e1s para Crescer pretende melhorar o ambiente regulat\u00f3rio, permitindo a entrada de novos players, investimento em infraestrutura, amplia\u00e7\u00e3o de gasodutos e terminais de armazenamento e regaseifica\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/span>, explica a pesquisadora da FGV ENERGIA.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A especialista diz ainda que muitos s\u00e3o os desafios t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos para o aproveitamento comercial do g\u00e1s do pr\u00e9-sal. Dentre eles, est\u00e1 o acesso ao mercado de g\u00e1s natural. De acordo com Fernanda Delgado, \u00e9 importante destacar ainda que existem especificidades t\u00e9cnicas do g\u00e1s do pr\u00e9-sal que resultam em elevados custos de oferta. Entre eles: os altos n\u00edveis de contamina\u00e7\u00e3o de CO2 e a grande dist\u00e2ncia da costa implicam em elevados custos de separa\u00e7\u00e3o do CO2 e escoamento do g\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #000080;\"><em>\u201cO cen\u00e1rio que se avizinha mostra uma manuten\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de g\u00e1s importado, seja via gasoduto da Bol\u00edvia, ou da Argentina, que j\u00e1 demonstrou interesse no mercado brasileiro a partir do aumento da produ\u00e7\u00e3o via shale do play de Vaca Muerta, ou via GNL\u201d<\/em><\/span>, aponta Fernanda Delgado.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Julho, 2017 &#8211; Os dados divulgados hoje pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) indicam que as exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo em 2016 totalizaram 798,2bbl\/d, o maior volume exportado at\u00e9 agora pelo Brasil. 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