{"id":9122,"date":"2018-03-08T13:16:54","date_gmt":"2018-03-08T16:16:54","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaldaconstrucaocivil.com.br\/?p=9122"},"modified":"2018-03-08T13:16:54","modified_gmt":"2018-03-08T16:16:54","slug":"mulheres-mostram-suas-habilidades-na-construcao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/construcaocivil.siriusmarketingedesign.com.br\/?p=9122","title":{"rendered":"Mulheres mostram suas habilidades na constru\u00e7\u00e3o civil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"color: #000000;\">O n\u00famero de mulheres que se matricularam em cursos de forma\u00e7\u00e3o para a \u00e1rea cresceu 82%. De engenheiras a serventes, elas est\u00e3o ocupando um ambiente tradicionalmente masculino<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #993300;\">Mar\u00e7o, 2018<\/span> &#8211; Em 1917, Edwiges Maria Becker Hom\u2019meil entra para a hist\u00f3ria como a primeira engenheira do Brasil, formada pela Escola Polythecnica do antigo Distrito Federal, hoje a Escola Polit\u00e9cnica da UFRJ. Pois bem, a luta delas pelo seu espa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 de hoje! E tudo indica que a administra\u00e7\u00e3o feminina rende bons resultados nos canteiros de obras. Uma pesquisa do Sebrae aponta que a ascens\u00e3o do n\u00famero de mulheres na constru\u00e7\u00e3o civil teve in\u00edcio em 2011. Desde ent\u00e3o, vem conquistando cada vez mais profissionais, em 2006 eram pouco mais de 54 mil mulheres contratadas em obras. Em 2011, j\u00e1 eram mais de 109 mil mulheres com carteira assinada na constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios em todo o pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Segundo dados do Minist\u00e9rio do Trabalho, em menos de uma d\u00e9cada, o n\u00famero de trabalhadoras na constru\u00e7\u00e3o civil aumentou 65%. Em 2000, a quantidade de mulheres que integravam essa categoria era de pouco mais de 83 mil, entre 1,094 milh\u00e3o de pessoas empregadas pelo setor. J\u00e1 em 2008, esse montante subiu para 137.969. Essa tend\u00eancia se intensificou ainda mais entre 2012 e 2014, quando o pa\u00eds viveu um boom imobili\u00e1rio. Outro dado do Senai Goi\u00e1s, divulgado em mar\u00e7o de 2017, refor\u00e7a bem essa mudan\u00e7a. Conforme o centro de forma\u00e7\u00e3o profissional, entre 2010 e 2014, o n\u00famero de mulheres que se matricularam em cursos ligados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o aumentou 82%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Um bom exemplo desse movimento \u00e9 a engenheira Sarah Paiva, 28, hoje, \u00e0 frente da obra do Residencial Persona Bueno By Brasal. Hoje, ela est\u00e1 \u00e0 frente de mais de 200 oper\u00e1rios no canteiro. \u201cEntrei na empresa em 2011 como estagi\u00e1ria, conseguiu o cargo com muito esfor\u00e7o\u00a0 e dedica\u00e7\u00e3o, mostrando com meu trabalho que dava conta do recado. Apesar de serem muitos homens, mais de 90% da obra, nunca sofri preconceito, pelo contr\u00e1rio, sempre fui respeitada\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Outra mulher que integra a constru\u00e7\u00e3o civil em Goi\u00e1s h\u00e1 6 anos \u00e9 a rejuntadeira da Din\u00e2mica Engenharia, Edilene Ferreira da Silva, 28. A profiss\u00e3o a ajudou a criar os dois filhos, e \u00e9 algo do qual se orgulha muito. \u201cComecei na limpeza, mas logo passei para rejuntadeira. O pessoal prefere a mulher para esse trabalho por que temos mais paciencia, delicadeza e aten\u00e7\u00e3o para que saia um acabamento perfeito. Aprendi na pr\u00e1tica e prefiro isso \u00e0 limpeza, ganho mais\u201d, explica. Hoje, na obra onde ela trabalha, o residencial Detail Vaca Brava, s\u00e3o 17 mulheres e 83 homens trabalhando.\u00a0 O esposo at\u00e9 tem ci\u00fames de ela trabalhar em um meio t\u00e3o masculino, mas ela n\u00e3o lhe d\u00e1 corda. \u201cQuando nos conhecemos, eu j\u00e1 trabalhava no canteiro. Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 problema algum, nunca me senti desrespeitada\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Para o engenheiro e diretor t\u00e9cnico da CMO, Marco Aur\u00e9lio, o ponto forte de ter mulheres nas obras, \u00e9 por elas terem mais comprometimento com o resultado final, serem mais atentas e cuidadosa com os servi\u00e7os. \u201cA principal diferen\u00e7a entre as mulheres com rela\u00e7\u00e3o aos homens \u00e9 a aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 no que ela vai executar, como na manuten\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os que foram executados antes do dela, contribuindo para um produto final de mais qualidade\u201d, explicou Marco Aur\u00e9lio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A CMO Construtora aposta na mulher por acreditar na capacidade e na qualidade dos servi\u00e7os que elas executam. Por esse motivo a empresa investe em cursos profissionalizantes na \u00e1rea da constru\u00e7\u00e3o civil para que essas \u201cguerreiras\u201d se tornem cada vez mais capacitadas. \u201cAs mulheres transformam o ambiente de obra com a simpatia, beleza e carinho, tornando um ambiente mais agrad\u00e1vel\u201d, garante Marco Aur\u00e9lio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">A pedreira<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O sexo feminino j\u00e1 n\u00e3o temem passar diante de um canteiro de obras cheio do sexo oposto: elas est\u00e3o tomando o lugar deles, l\u00e1 dentro. O trabalho \u00e9 pesado, mas Ivonete Borges da Silva, 49 anos, n\u00e3o reclama. \u00c9 como a \u00fanica pedreira de acabamento da CMO construtora que entrou para a tradicional profiss\u00e3o exercida exclusivamente por homens, h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s, que s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es da constru\u00e7\u00e3o civil. \u201cEu amo minha profiss\u00e3o e fa\u00e7o tudo com muito carinho e amor\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Casada h\u00e1 25 anos, Ivonete \u00e9 m\u00e3e de tr\u00eas filhos, av\u00f3 de dois netos e sempre fez os servi\u00e7os de acabamento de sua resid\u00eancia. \u201cL\u00e1 em casa sou eu que fa\u00e7o toda a parte de acabamento, assentei o piso, instalei a bancada, coloquei a pia e se tiver que misturar uma massa ou instala\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica \u00e9 comigo mesma\u201d, contou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ivonete relembra que quando entrou para o quadro de funcion\u00e1rios da CMO Construtora, h\u00e1 oito anos atr\u00e1s como rejuntadeira. Mas ap\u00f3s dois anos de empresa surgiu a oportunidade em fazer um curso de Pedreiro de Acabamento, no Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que foi oferecido pela pr\u00f3pria CMO. E ela n\u00e3o pensou duas vezes quando o mestre de obras ofereceu a oportunidade de se profissionalizar em uma \u00e1rea da constru\u00e7\u00e3o civil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #993300;\"><em>\u201c Comigo n\u00e3o tem essa de n\u00e3o pegar no pesado, se for preciso eu pego saco de cimento, saco de argamassa, caixa de pisos. Eu percebi naquele momento que seria a oportunidade da minha vida em poder me especializar em algo que eu j\u00e1 gostava de fazer e \u00e9 claro uma maneira de\u00a0 melhorar o sal\u00e1rio e ser valorizada no mercado de trabalho\u201d<\/em><\/span>, relembra Ivonete.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A pedreira garante que todos os colegas de trabalho a respeitam e nunca se sentiu discriminada dentro do canteiro de obras. Ao contr\u00e1rio, at\u00e9 recebe gentilezas de alguns colegas, quando ela carregando algo muito pesado. Ela ainda brinca ao dizer que quando fala para as pessoas sua profiss\u00e3o todos acham que ela est\u00e1 brincando, mas garante que ficam admirados pela <span style=\"color: #993300;\"><strong>\u201cgarra\u201d<\/strong><\/span> e esfor\u00e7o dela.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Al\u00e9m de Ivonete, a CMO possui outras 33 mulheres trabalhando nas obras. S\u00e3o 26 serventes, duas t\u00e9cnicas de seguran\u00e7a do trabalho, uma\u00a0 coordenadora de seguran\u00e7a do trabalho, tr\u00eas estagi\u00e1rias e uma aprendiz.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de mulheres que se matricularam em cursos de forma\u00e7\u00e3o para a \u00e1rea cresceu 82%. 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